Fonte do Ouro

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Localização:

        A Fonte do Ouro localiza-se em Vale de Nogueira, no limite do concelho de Odivelas.

        Facilmente acessível, está situada à beira da estrada que liga Vale de Nogueira a A-dos-Calvos.

        Na fonte está inscrita a data de 1858 e “Câmara dos Olivaes”, o que leva a crer que a fonte pertencia a este antigo concelho, que terminava aqui, e que se extinguiu no século XIX, vindo depois a ser substituído pelo concelho de Loures, e recentemente, pelo de Odivelas.

 

Acesso:

        Saindo do centro de Caneças (Largo Manuel Arriaga) segue-se pela rua da Fonte dos Castanheiros até se chegar a um cruzamento, onde se vira à direita, seguindo pela rua da Fonte das Piçarras. Onde a estrada bifurcar toma-se a estrada da esquerda, rua de Vale de Nogueira.

        Ao chegar a um novo cruzamento vira-se à esquerda, continuando assim na rua de Vale de Nogueira, cuja descida tem um declive bastante acentuado. Continuando o percurso segue-se pela estrada da direita, rua de Vale de Nogueira de Baixo, onde no final, depois de se atravessar uma ponte, se situa, à esquerda, a Fonte do Ouro.

 

Descrição:

        A Fonte do Ouro tem uma planta de formato rectangular. É constituída por duas divisões, separadas por uma grade azul. Para lá da grade encontra-se um alçapão, por debaixo do qual passa a água que vem da nascente e que vai dar à bica.

        O espaço aberto ao público é em forma de “u”. Nas laterais, de cada lado, existe um bando corrido, inserido na fonte. Existem degraus para o acesso ao interior da fonte no lado direito.

        No centro, ao lado dos degraus, encontra-se a bica da frente. Por detrás desta, encontra-se a grade.

        Por cima da bica está um painel composto por 6 azulejos com a imagem de Santo António.

        Na parte superior da fonte, no eixo central vertical, está a identificação da fonte em azulejo, ladeada por uma cercadura e por cima desta está uma espécie de platibanda onde está inscrita a data de 1858 e “Câmara dos Olivaes”.

        Nas paredes estão 22 azulejos com motivos geométricos e outros que se dispõem da seguinte forma: na fila horizontal superior, estão colocados 10 azulejos horizontalmente e todos os outros, que se encontram abaixo destes, estão colocados na diagonal. No centro da parede frontal está um painel de 4 azulejos com motivos geométricos simples.

        No largo desta fonte há um bebedouro para animais e um lavadouro público, que ainda é frequentado por lavadeiras, de vez em quando. Aliás, esta fonte foi concebida a pensar nisso mesmo, ser funcional para o público, os animais e as lavadeiras.

        A água desse tanque provém da fonte e ao lado do mesmo passa uma ribeira afluente do rio de Loures.

 

Análise:

        Actualmente a Fonte do Ouro está degradada, pois as suas regras de funcionamento não são respeitadas, é o caso da lavagem de carros. A população polui o seu espaço envolvente.

        O tanque, que se encontra à esquerda da fonte, é outro dos locais poluídos, tem lodo, lixo e pedras.

        A ribeira afluente do rio de Loures, que recebe a água da fonte e do tanque, está também poluída pelos esgotos das casas envolventes.

        O local envolvente da fonte e a própria fonte estão mal tratados, não existindo qualquer controlo por parte das autoridades responsáveis.

 

Comentário:

        É uma estrutura que não deve ser destruída porque tem um valor histórico e, embora seja muito antiga, ainda se encontra em funcionamento. As fontes são parte do nosso passado, e nelas se encontra um pouco da história que hoje melhor nos representa como locais de reabastecimento e de comunicação entre as pessoas.

        A Fonte do Ouro é a que apresenta a data mais antiga de todas as fontes de Caneças, mostrando, ainda hoje, o seu carácter funcional ao serviço das populações.

 

 

Texto realizado pelos alunos da turma G do 10.º ano Bruna Emerick, Inês Nunes, Deolinda Farinha, Inês Cruz, Miguel Coutinho.

 

 

Página Realizada por: Fábio Magalhães, Diogo Filipe e Fábio Desidério